Educação e tecnologia
Uma
gama de informações e notícias nos é passada todos os dias sobre vários temas. Algumas
nos dizem respeito e outras, que nada têm a ver conosco, na maioria das vezes,
nem as registramos porque não nos sensibilizou ou porque é de pouca importância
para o nosso dia-a-dia.
Tenho
observado, no entanto, que fatos novos passaram a fazer parte do nosso
cotidiano. Notícias a respeito do avanço tecnológico em diversos segmentos, das
novas tecnologias de ponta na indústria, no comércio e na área da saúde. Chegam-nos,
também, informações a respeito dos avanços na informática, na cinemática, nas
transmissões de dados via satélite e por aí afora.
Chego a
pensar que Peter F. Drucker, em seu livro “Uma era de
Descontinuidade”, editado no Brasil em 1976, estava certo com relação ao futuro
e as mudanças que estariam por acontecer e, sobretudo, no conceito das relações
sociais.
Mas uma
coisa me chamou a atenção neste cenário e que também a ele não passou despercebido;
se estamos vivendo a era do conhecimento e da informação, quando é que a
tecnologia vai chegar à educação?
Passam-se os anos e o cenário que vemos na maioria das escolas é o mesmo
– um quadro negro, uma caixa de giz, um apagador, um(a) professor(a), um armário
trancado com chave repleto de curiosidades, alunos sentados em fila, um atrás
do outro, e um regime autoritário que inibe as melhores ações tanto de professores
como de alunos.
Felizmente,
somos sabedores da existência de modelos mais avançados em determinados níveis da
educação, principalmente no ensino superior, que projeta e alavanca o
conhecimento de maneira dinâmica, numa perfeita simbiose de tecnologia e
informação, com vistas ao crescimento do ser humano, atravessando fronteiras.
Refiro-me
ao ensino à distância, onde a tecnologia está associada às novas técnicas
metodológicas de ensino, com resultados surpreendentes. Na maioria dos casos,
os alunos assistem às aulas numa sala beneficiando-se de equipamentos e
sistemas modernos de comunicação à distância, absorvendo conhecimentos de profissionais
de renome internacional, altamente capacitados e experientes no mercado de
trabalho a um custo relativamente baixo, se comparado
ao sistema convencional que exigiria um dispêndio muito maior de parte da instituição
de ensino e do aluno, por conseguinte.
O
modelo educacional ainda vigente e aceito pela maioria das pessoas é o da presença
física do educador numa sala de aula, com guarda-pó, giz e apagador. Já o
formato e a metodologia de ensino adotado por esta nova onda na educação, nos
mostram uma mudança há muito desejada, pois já estamos
vivendo o futuro da era “Flash Gordon” aonde a teleconferência é uma realidade,
quando aproxima executivos de diferentes partes do mundo, quando um médico assiste
a uma cirurgia de cérebro ocorrendo do outro lado do planeta, em tempo real, e quando
um professor discute conceitos sobre administração, matemática ou robótica de
qualquer lugar do mundo, com a mesma qualidade, competência e sabedoria.
Não
podemos fechar os olhos para o avanço da tecnologia e para as mudanças que já estão
acontecendo ao nosso redor. O ensino à distância é uma realidade incontestável,
como falar ao celular, ouvir música e enviar foto através de um único aparelho,
além de ser uma excelente opção para aqueles que buscam o conhecimento com
menor custo e qualidade.
Mauricio Campos de Menezes –
Professor, Especialista em Auditoria e